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Palavras ousadas

O meu espaço de ousadia

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O meu espaço de ousadia

Habilidade cinematográfica

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A oportunidade faz a ocasião. Confinados que estamos aos recursos familiares, tivemos por estes dias de viver a Páscoa dentro da nossa habitação de portas bem cerradas. Diria mais. Tivemos que a viver dentro de nós próprios. Quando saí-mos do casulo, á nossa espera estava uma panóplia de filmes e séries alinhadas ao tema. Quero-vos chamar a atenção, caso o permitais, para o filme “O Filho de Deus”, cujo actor em destaque é o nosso compatriota Diogo Morgado. Muitos entendidos reclamam de alguns erros históricos produzidos no contexto expressionista apresentado, tal como: O facto de os Romanos nunca terem utilizado os escravos para fazerem navegar os seus galeões. Os historiadores até podem estar preocupados com esta incorrecção, mas eu não. Outro mais abominável me fez cerrar os dentes e quase trincar a língua. Porventura o mais enfático, manipulado e aldrabado. Enquanto o realizador sensibilizava os espectadores com a melancolia da acção, os mais incautos deixavam cair umas quantas lágrimas próprias do envolvimento visual e sonoro, sem contudo darem um murro na mesa de revolta e desilusão. Este Jesus enfatizado no ecrã de cinema nem sempre foi o Jesus Verdadeiro. Infelizmente. Como poderia Jesus ter atirado a pedra ao chão, quando lhe apresentaram a mulher adúltera, se ele não tinha nenhuma pedra em sua mão?

Sabemos porquê. Porque a pedra é símbolo de pecado e muitos querem e continuam a venerar um Cristo pecador. Este Cristo “pedreiro” não salvará ninguém.

 (Bíblia)

E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?
Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra.
E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.
E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra.
Quando ouviram isto, redargüidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio.
E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.

João 8:5-11